<DIV style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-TOP: 10px; PADDING-LEFT: 10px; PADDING-RIGHT: 10px"><BR>
<DIV style="FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 14px; FONT-WEIGHT: bold; PADDING-TOP: 3px">INTRODUÇÃO</DIV>
<DIV style="PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 13px"></DIV>
<DIV style="PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 13px">
<P align=left>
As regiões pélvica e glútea podem ser acometidas por ex-tensas lesões que requerem a utilização de retalhos em sua reparação(18). A etiologia mais freqüente é a úlcera por pressão, embora infecção, trauma e exérese tumoral possam le-var a grandes perdas cutâneas na região(10,19). </P>
<P>A reconstrução dessas áreas não só necessita de cobertura cutânea, como também requer que os retalhos suportem pressões, provejam sensibilidade, preservem a função da musculatura e produzam a menor morbidade possível na área doadora(18). </P>
<P>Com a conceituação dos retalhos fasciocutâneos por Pon-(15), em 1981, estes retalhos tornaram-se grande opção nas reparações, sem as desvantagens do comprometimento das funções musculares. </P>
<P>Na década de 80, vários autores passaram a estudar a irrigação fasciocutânea dos diferentes segmentos corpóreos(3-6,7, 21,22). </P>
<P>Alguns autores(1,2,9-12) descrevem o ramo fasciocutâneo da artéria glútea inferior como pedículo dominante do retalho fasciocutâneo da face posterior da coxa. Outros(3,19) descrevem a primeira e segunda artérias perfurantes, enquanto Hallock(8) afirma que existe grande variação vascular na região e esse retalho seria nutrido pelo plexo fascial sem fonte predominante. </P>
<P>O objetivo deste trabalho é a realização de um estudo anatômico dos ramos fasciocutâneos das artérias glútea inferior, primeira e segunda perfurantes para auxiliar no planejamento de reconstruções das regiões glútea e perineal, dando enfoque à localização, ao diâmetro e ao território cutâneo e tela subcutânea irrigados por cada uma daquelas artérias. </P>
<P><strong>MATERIAL E MÉTODO </strong>
<P>O material deste estudo é constituído de 20 cadáveres frescos de indivíduos adultos (40 membros). </P>
<P>Por via de acesso na face anterior da coxa, foram dissecadas e cateterizadas a 1ª e 2ª artérias perfurantes em sua origem na artéria femoral profunda. Dissecção e cateterização da artéria glútea inferior através de incisão na margem da crista ilíaca e articulação sacroilíaca e secção da origem do músculo glúteo máximo. </P>
<P>Demarcamos os limites da área dissecada. Como limite superior, foi assinalada uma linha horizontal na região glútea, passando no ponto médio entre a espinha ilíaca pósterosuperior e a extremidade do cóccix. O limite inferior foi demarcado por uma linha horizontal, passando pelo tibiale. Determinou-se, como limite lateral, uma linha que unia o côndilo lateral da tíbia ao trocanter maior do fêmur. O limite medial foi assinalado na margem posterior do músculo grácil até o ramo inferior do osso púbico. </P>
<P>Dissecção de retalho fasciocutâneo incluindo o nervo cutâneo posterior da coxa e a artéria que o acompanha da região inferior para superior, até atingir a margem inferior do músculo glúteo máximo. </P>
<P>Anotação do diâmetro da artéria glútea inferior ao nível da margem inferior do músculo glúteo máximo e sua distância ao túber isquiático, diâmetro da 1ª e 2ª artérias perfurantes ao nível de sua penetração na fáscia lata e sua distância do trocanter maior do fêmur. </P>
<P>Injeção de corante em cadáveres com tempo de morte inferior a 12 horas. Através dos corantes azul de metileno ou verde brilhante, diluídos em proporção de 1:2 em solução de cloreto de sódio a 0,9%, com padronização de volume e tempo de injeção, respectivamente, de 20ml durante 60 segundos em cada artéria. </P>
<P>Avaliação da área cutânea corada da região posterior da coxa pela divisão da área demarcada em três regiões iguais: superior, média e inferior, as quais foram subdivididas ao meio, em lateral e medial. </P>
<P><strong>RESULTADOS </strong>
<P>1) Artéria glútea inferior - A artéria glútea inferior tem </P>
<P>o trajeto a partir da pelve, penetra na região glútea inferior-mente à margem distal do músculo piriforme, cursando medial e posteriormente ao nervo isquiático e lateralmente ao túber isquiático, a distância que varia de 1,0 a 7,0cm (média: 3,66cm). Emite ramos fasciocutâneos e musculares para o glúteo máximo e músculos posteriores da coxa. </P>
<P>O diâmetro do ramo fasciocutâneo descendente ao nível da margem inferior do músculo glúteo máximo varia de 0,4 a 1,0mm (média: 0,61mm). Localiza-se lateralmente ao nervo cutâneo posterior da coxa em 5/40 peças (12,50%) e, medialmente em 35/40 peças (87,50%). </P>
<P>2) Artéria primeira perfurante - A artéria primeira perfurante transfixa o músculo abdutor magno e penetra na face posterior da coxa medialmente ao trocanter menor do fêmur, próximo à inserção do músculo glúteo máximo. </P>
<P>O diâmetro do ramo fasciocutâneo, ao nível da penetração na fáscia lata, varia entre 0,8 e 1,9mm (média: 1,21mm). Dista entre 3,0 e 11,0cm do trocanter maior do fêmur (média: 6,23cm). </P>
<P>3) Artéria segunda perfurante - A artéria segunda perfurante transfixa o músculo abdutor magno e atinge a face posterior da coxa através do septo entre os músculos vasto lateral e bíceps da coxa. O diâmetro do ramo fasciocutâneo no ponto de penetração na fáscia oscila entre 0,5 e 1,7mm (média: 1,01mm). Sua distância do trocanter maior do fêmur varia entre 8,0 e 18,0cm (média: 12,19cm). </P>
<P align="center"><IMG alt="" src="http://www.rbo.org.br/images/1997/08_ago/ago97075_img_52.jpg"></P>
<P>4) Área cutânea corada - A injeção de corante na artéria glútea inferior cora as regiões superiores medial e lateral (fig. 1). </P>
<P>A injeção de corante na primeira artéria perfurante cora as regiões médio-lateral, a porção proximal da região médiomedial e a porção distal das regiões superiores lateral e medial, além de corar também a face lateral da coxa, área esta que excedia os limites de dissecção (fig. 2). </P>
<P>A área corada pela segunda perfurante é a porção distal das regiões médio-medial e médio-lateral e a porção proximal da região inferior lateral (fig. 3). </P>
<P><strong>DISCUSSÃO </strong>
<P>Cormack & Lamberty(3) relatam que o ramo fasciocutâneo descendente estava presente em 25% das peças e Ramirez(16) refere ser uma artéria inconstante, sem, porém, mencionar sua freqüência. Rubin et al.(19) afirmam que o ramo fasciocutâneo terminal estava presente na margem inferior do músculo glúteo máximo, com um trajeto de 3,0 a 4,0cm subfascial antes de penetrar na fáscia lata, porém nunca identificaram a persistência do ramo fasciocutâneo terminal ao longo da fáscia lata. Salmon(20) descreve que a artéria satélite do nervo pequeno ciático esteve presente em 25% de suas dissecções e que apresenta calibre muito variável. Observamos que o ramo fasciocutâneo descendente está presente em 100% das peças dissecadas, ao nível da margem inferior do músculo glúteo máximo. </P>
<P>Le-Quang(13) foi o primeiro autor a fazer uso de retalho microcirúrgico pediculado na artéria glútea inferior. Afirma que a artéria glútea inferior mede 2,0mm de diâmetro, sem, contudo, especificar em que nível de seu trajeto apresenta esse diâmetro. <P><P align="center"><IMG alt="" src="http://www.rbo.org.br/images/1997/08_ago/ago97075_img_53.jpg"></P>
<P>Hurwitz(9) foi o primeiro autor a utilizar retalho musculofasciocutâneo da face posterior da coxa pediculado no ramo fasciocutâneo da artéria glútea inferior, para reparar uma grande lesão pélvica. Constata que a artéria glútea inferior apresenta 1,0mm de diâmetro por distância de 3,0 a 4,0cm, além da margem inferior do músculo glúteo máximo, acompanhada pelo nervo cutâneo posterior da coxa. Em nosso trabalho o ramo descendente fasciocutâneo da artéria glútea inferior ao nível da margem inferior do glúteo máximo apresenta diâmetro de 0,4 a 1,0mm (média: 0,61mm). </P>
<P>Rubin et al.(19) descrevem que a primeira perfurante transfixa o abdutor magno 2 a 4cm inferiormente ao túber isquiático e emite ramo fasciocutâneo para a cútis súpero-lateral da coxa, com diâmetro variando entre 1 e 2mm. Essas observações estão de acordo com os relatos do presente estudo. </P>
<P>A segunda perfurante penetra na face posterior da coxa, através do septo intermuscular lateral, à distância de 8,0 a 18,0cm, com média de 12,19cm do trocanter maior do fêmur. Rubin et al.(19), em suas descrições, afirmam que a artéria segunda perfurante está à distância de 4,0 a 6,0cm do túber isquiático, e envia um ou dois ramos fasciocutâneos para a cútis do terço médio da coxa. O diâmetro da segunda artéria perfurante variou, nesta pesquisa, de 0,5 a 1,7mm (média: 1,01mm), enquanto Rubin et al.(19) relatam diâmetro de 1,5 a 2,0mm. </P>
<P>Rubin et al.(19) realizaram a injeção de azul de metileno e verde brilhante em seis coxas no tronco da artéria glútea inferior na região glútea e individualmente em cada artéria perfurante por via de acesso anterior na coxa. Obtiveram, como resultado, que o território vascular cutâneo da artéria glútea inferior ficou restrito à cútis da região glútea inferior. A primeira e segunda artérias perfurantes perfundiram a cútis da região súpero-lateral e médio-inferior lateral da coxa. Os territórios vasculares corados foram evidentes, com poucas áreas de intersecção entre eles. </P>
<P>Diferentemente de Rubin et al.(19), constatamos a presença de área de intersecção na região corada pelas artérias glútea inferior e primeira perfurante, nas porções distais das regiões súpero-lateral e súpero-medial. Além disso, observou-se, também, que a injeção de corante na artéria glútea inferior cora a cútis da região glútea superior. </P>
<P>Outra área de intersecção na região médio-lateral foi observada entre a primeira e a segunda artérias perfurantes, o que sugere área de nutrição comum entre os ramos fasciocutâneos com conexão entre suas redes vasculares. </P>
<P>Ramirez et al.(17) afirmam que todo o músculo glúteo máximo sobrevive pediculado somente na anastomose cruciforme, que é composta por ramos das artérias glútea inferior, primeira perfurante e artérias circunflexas medial e lateral da coxa. Como a primeira artéria perfurante emite ramos ascendentes que se anastomosam com ramos descendentes da artéria glútea inferior, emitindo também ramos descendentes que nutrem a cútis posterior da coxa, a região pósterolateral da coxa é nutrida por rica rede vascular, formada pela primeira artéria perfurante, o que corresponde à área de intersecção da superfície cutânea corada pelas artérias glútea inferior e primeira perfurante. </P>
<P>O longo e bem definido ramo cutâneo da artéria glútea inferior, que acompanha o nervo cutâneo posterior da coxa, é, em muitas ocasiões, substituído por um plexo fascial que recebe generosa contribuição da primeira artéria perfurante. Isso explica a extraordinária viabilidade deste retalho, especialmente quando a anastomose cruciforme não é lesada completamente. </P>
<P>A face posterior da coxa pode ser utilizada na reconstrução perineal e na reparação de úlceras por pressão trocantéricas e isquiáticas, através da elaboração de retalhos de transposição musculofasciocutâneos, pediculados superiormente na artéria glútea inferior e na artéria primeira perfurante. Há, também, a possibilidade de o retalho ser pediculado em apenas um desses dois vasos, desde que a anastomose cruciforme não tenha sido lesada. </P>
<P>Outra possibilidade de retalho na face posterior da coxa é a de retalhos fasciocutâneos de avanço em V-Y, pediculados lateralmente nas primeira e segunda artérias perfurantes, pois grande parte da cútis é nutrida por essas artérias, como demonstrou a área corada nesta pesquisa. Rubin et al.(19) referem ter utilizado esse retalho em 24 casos com sucesso. Relatam, como vantagens, as grandes dimensões do retalho, a preservação dos territórios cutâneos adjacentes, a possibilidade de reavanço do retalho, facilidade no fechamento da área doadora e preservação dos músculos subjacentes. </P>
<P>É possível, ainda, a realização de retalhos microcirúrgicos musculofasciocutâneos da metade inferior da região glútea, pediculados, na artéria glútea inferior, como uma opção a mais na reconstrução da mama(14). </P>
<P><strong>CONCLUSÕES </strong>
<P>1) O ramo fasciocutâneo descendente da artéria glútea inferior, ao nível da margem inferior do músculo, é constante, apresenta diâmetro médio de 0,61mm e situa-se, em média, a 3,66cm lateralmente ao túber isquiático. </P>
<P>2) A artéria primeira perfurante situa-se, em média, a 6,23cm do trocanter maior do fêmur, com diâmetro médio de 1,21mm. </P>
<P>3) O diâmetro da artéria segunda perfurante é em média de 1,01mm e situa-se, em média, a 12,19cm do trocanter maior do fêmur. </P>
<P>4) A área cutânea nutrida pela artéria glútea inferior possibilita a realização segura de retalho musculofasciocutâneo que compreenda as regiões súpero-medial e súpero-lateral. </P>
<P>5) A área cutânea nutrida pela primeira artéria perfurante possibilita a realização segura de retalho fasciocutâneo que pode estender-se pela região médio-lateral, porção proximal da região médio-medial e porções distais das regiões súperomedial e súpero-lateral. </P>
<P>6) A área cutânea nutrida pela segunda artéria perfurante possibilita a realização segura de retalho fasciocutâneo compreendendo as porções distais das regiões médio-lateral, médio-medial e porção proximal da região ínfero-lateral.
</P></DIV>
<DIV style="FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 14px; FONT-WEIGHT: bold; PADDING-TOP: 3px">REFERÊNCIAS</DIV><BR>
<DIV style="PADDING-RIGHT: 9px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 11px">
<P>1. Achauer, B.M., Braly, P., Berman, M.L. et al: Immediate vaginal recon- struction following resection for malignancy using the gluteal thigh flap. Gynecol Oncol 19: 79-89, 1984. </P>
<P>2. Achauer, B.M., Turpin, I.M. & Furnas, D.W.: Gluteal thigh flap in re- construction of complex pelvic wounds. Arch Surg 118: 18-22, 1983. </P>
<P>3. Cormack, G.C. & Lamberty, B.G.H.: The blood supply of thigh the skin. Plast Reconstr Surg 75: 342-354, 1985. </P>
<P>4. Ferreira, L.M.: Contribuição ao estudo da irrigação da fáscia da região posterior da perna, Tese (Doutorado), Escola Paulista de Medicina, São Paulo, 1985. </P>
<P>5. Ferreira, L.M., Andrews, J.M. & Laredo Filho, J.: Retalho fasciocutâneo da base distal: estudo anatômico e aplicação clínica nas lesões do terço inferior da perna e tornozelo. Rev Bras Ortop 22: 125-128, 1987. </P>
<P>6. Ferreira, L.M., Andrews, J.M., Laredo Filho, J. et al: Retalho fasciocutâneo axial na reparação das perdas de substância da perna. Folha Med 93: 261-263, 1986.</P>
<P>7. Haertsch, P.A.: The blood supply to skin of the leg: a post-mortem in- vestigation. Br J Plast Surg 34: 470-477, 1981. </P>
<P>8. Hallock, G.G.: The random upper posterior thigh fasciocutaneous flap. Ann Plast Surg 32: 367-371, 1994. </P>
<P>9. Hurwitz, D.J.: Closure of a large defect of the pelvic cavity by an ex- tended compound myocutaneous flap based on the inferior gluteal ar- tery. Br J Plast Surg 33: 256-261, 1980. </P>
<P>10. Hurwitz, D.J., Swartz, W.M. & Mathes, S.J.: The gluteal thigh flap: a reliable, sensate flap for the closure of buttock and perineal wounds. Plast Reconstr Surg 68: 521-532, 1981. </P>
<P>11. Hurwitz, D.J. & Walton, R.L.: Closure of chronic wounds of the perineal and sacral regions using the gluteal thigh flap. Ann Plast Surg 8: 375- 386, 1982. </P>
<P>12. Komuro, Y., Takato, T., Ueda, K. et al: Experience with U-shaped glu- teal thigh flap for reconstruction of radionecrosis in the sacral region. Ann Plast Surg 31: 475-478, 1993. </P>
<P>13. Le-Quang, C.: The new free flaps proceedings from aesthetic surgery: the lateral mammary flap and the inferior gluteal flap, International Congress of Plastic and Reconstructive Surgery, 7, Rio de Janeiro, 1979. Anais. Rio de Janeiro, 1979. p. 64-66. </P>
<P>14. Paletta, C.E., Bostwick III, J. & Nahai, F.: The inferior gluteal free flap in breast reconstruction. Plast Reconstr Surg 84: 875-883, 1989. </P>
<P>15. Pontén, B.: The fasciocutaneous flap: its use in soft tissue defects of lower leg. Br J Plast Surg 34: 215-220, 1981. </P>
<P>16. Ramirez, O.M.: The distal gluteus maximus advancement musculocutaneous flap for coverage of trochanteric pressure sores. Ann Plast Surg 18: 295-302, 1987.</P>
<P>17. Ramirez, O.M., Hurwitz, D.J. & Futrell, J.W.: The expansive gluteus maximus flap. Plast Reconstr Surg 74: 757-768, 1984. </P>
<P>18. Rosen, J.M., Mo, S.T. & Liu, A.: Experience with the island inferior gluteal thigh flap compared with other local flaps for reconstruction of the pelvic area. Ann Plast Surg 24: 498-509, 1990. </P>
<P>19. Rubin, J.A., Whetzel, T.P. & Stevenson, T.R.: The posterior thigh fascio- cutaneous flap: vascular anatomy and clinical application. Plast Reconstr Surg 95: 1228-1239, 1995. </P>
<P>20. Salmon, M.: "Membre inferieur", in ______: Artères de la peau, Marseille, Masson, 1936. p. 49-103. </P>
<P>21. Taylor, G.I. & Palmer, J.H.: The vascular territories (angiosomes) of the body: experimental study and clinical applications. Br J Plast Surg 40: 113-141, 1987. </P>
<P>22. Tolhurst, D.E. & Haeseker, B.: Fasciocutaneous flaps in axillary region. Br J Plast Surg 35: 430-435, 1982. </P>
<P> </P>
</div></div>