<DIV style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-TOP: 10px; PADDING-LEFT: 10px; PADDING-RIGHT: 10px"> <DIV style="PADDING-RIGHT: 9px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 11px"> </P> </DIV><BR> <DIV style="FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 14px; FONT-WEIGHT: bold; PADDING-TOP: 3px">RELATO DE CASO</DIV> <DIV style="PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 13px"></DIV> <DIV style="PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 13px"> <P>Espec. em Cir. e Traumatol. Bucomaxilofacial. <BR><BR>Paciente N.M.A., masculino, leucodermo, 54 anos, com história de tratamento psiquiátrico (esquizofrenia) procurou nosso ambulatório em 20/3/95 com fístula cutânea na região submandibular direita, dor, edema e incapacidade funcional mandibular. Relatou ter extraído um dente (molar inferior direito) havia sete dias. À radiografia constatamos fratura completa do ramo horizontal direito da mandíbula e áreas osteolíticas sugestivas de osteomielite de origem odontogênica. Após cultura e antibiograma (Staphylococcus aureus), o paciente foi submetido a tratamento cirúrgico em 17/5/95, que compreendeu: ressecção da fístula, curetagem óssea e fixação rígida através de miniplaca. Optamos por essa conduta pelo problema psiquiátrico. O material ósseo retirado foi encaminhado para exame histopatológico, em que houve a comprovação do diagnóstico de osteomielite. </P> <P>Duas semanas após a cirurgia constatamos recidiva da fístula cutânea (fig. 1). Dois meses após, sem que houvesse resposta à antibioticoterapia específica, teve início a exteriorização da placa, que foi removida após seu desprendimento. </P> <P>Programou-se então nova intervenção cirúrgica, de comum acordo com o paciente e seus familiares, já que sua colaboração seria imprescindível. </P> <P>O paciente foi operado em 6/10/95. A cirurgia constou de ressecção da fístula, curetagem óssea com margem de segurança, fixação externa, enxerto ósseo autógeno (chips de crista ilíaca) combinados entre si, deixando que a cicatrização ocorresse por segunda intenção (fig. 2). O paciente evoluiu bem, com mobilização precoce da mandíbula, recebendo alta quatro dias após a cirurgia. A cobertura total do enxerto ocorreu 45 dias após e o fixador foi retirado após 55 dias. O paciente apresentou persistência de secreção seropurulenta após retirada do fixador externo por 15 dias, porém, clínica e radiograficamente, havia nítidos sinais de incorporação do enxerto e consolidação da fratura (fig. 3). </P> <P>O paciente no momento está sob acompanhamento, tendo sido liberado para reabilitação protética dentária, visando total restabelecimento do aparelho estomatognático (fig. 4).</P> </DIV> <DIV style="FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 14px; FONT-WEIGHT: bold; PADDING-TOP: 3px">REFERÊNCIAS</DIV><BR> <DIV style="PADDING-RIGHT: 9px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 11px"> <P>Carnesale, P.G.: "Infecções", in Campbell, W.C., Beat, J.H. & Calandruccio, R.A.: Cirurgia ortopédica de Campbell, Brasil, Manole, 1989. Cap. 5, p. 679-704. </P> <P>Chao, E.T.S. & Malcolm, H.P.: The mechanical bases of external fixation, Grune & Stratton, 1981. </P> <P>Conn, H.R.: The internal fixation of fractures. J Bone Joint Surg 13: 261, 1931. </P> <P>Ginest, G. & Frezieres, H.: "Traumatismos del esqueleto facial", in Atlas de tecnica operatoria - Cirurgia estomatologica y maxilo facial, Argentina, Mundi S.A.C.I.F., 1967. Cap. XI, p. 282-320. </P> <P>Graziani, M.: "Cirurgia das fraturas maxilares", in Cirurgia buco-maxi-lo-facial, Brasil, Guanabara Koogan, 1976. Cap. 27, p. 558-597. </P> <P>Regesi, J.A. & Sciubba, J.J.: "Lesões inflamatórias dos maxilares", in Patologia bucal - Correlações clínico-patológicas, Brasil, Guanabara Koogan, 1991. Cap. 13, p. 291-298. </P> <P>Rockwood Jr., C.A.: Fractures in adults, Pensylvania, J.B. Lippincott, 1984.</P></DIV></DIV>