<DIV style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-TOP: 10px; PADDING-LEFT: 10px; PADDING-RIGHT: 10px"><BR>
<DIV style="FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 14px; FONT-WEIGHT: bold; PADDING-TOP: 3px">INTRODUÇÃO</DIV>
<DIV style="PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 13px"></DIV>
<DIV style="PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 13px">
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O desenvolvimento de um neuroma, em um nervo digital, antes de seu ponto de bifurcação sob o ligamento intermetatarsal transverso, está associado com dor importante na região plantar e irradiação para os dois pododáctilos correspondentes. Ainda não está definido se essa condição se deve a isquemia(6) ou constrição(2,3) do nervo. Esta síndrome foi descrita por Morton(5) em 1876, passando a ser conhecida pelo nome do autor. Embora possa ocorrer em qualquer dos quatro espaços interdigitais, o terceiro (entre o 3º e 4º pododáctilos) é acometido com maior freqüência(4), seguindo-se o segundo. O quadro clínico caracteriza-se por dor importante com características de queimação, mais comumente após grandes caminhadas ou uso de sapatos de salto pelas mulheres. Ao exame percebe-se aumento da sensibilidade quando da pressão na região metatarsofalangiana comprometida ou ao realizar-se compressão médio-lateral ao nível das cabeças do 1º e 5º metatarsianos. O diagnóstico, na maior parte das vezes, é baseado apenas no exame clínico. No en-tanto, métodos complementares têm sido utilizados na confirmação da entidade, tais como: ultra-sonografia(7) e ressonância magnética(1,8,9). Inicialmente, a terapêutica é conservadora, reservando-se o tratamento cirúrgico com remoção do neuroma para os casos de insucesso da primeira medida. </P>
<P><strong>MATERIAL E MÉTODO </strong>
<P>Foram realizadas ressonâncias magnéticas em quatro pacientes com quadro clínico característico de neuroma de Morton, em um aparelho Vectra 0.5T, tendo sido utilizada bobina de crânio a fim de serem obtidas imagens comparativas dos pés. As seqüências utilizadas nos exames foram Spin Eco (SE) pesada em T1, nos planos sagital e axial oblíquos; e seqüência para supressão de gordura (STIR), no plano axial oblíquo. Após a administração endovenosa do gadolínio (contraste), foram obtidas imagens em T1 no plano axial oblíquo. Não existe consenso em relação ao uso de gadolínio nessa entidade; entretanto, achamos que a captação de contraste é mais um dado para firmar o diagnóstico. </P>
<P>A seqüência em T1 é essencial para o diagnóstico de neuroma de Morton, em que se demonstra imagem com sinal isointenso a hipointenso de limites bem definidos, geralmente entre as cabeças dos 3º e 4º metatarsianos, com tênue captação do contraste. Com relação às imagens em T2, T2* e STIR, existem divergências, já que por sua constituição histológica de degeneração das fibras nervosas e pela fibrose no epineuro e perineuro adjacentes, o neuroma de Morton apresenta geralmente, nas imagens em T2 e STIR, sinal iso a hipointenso, embora alguns autores tenham observado sinal hiperintenso. Alguns autores tentam explicar esse sinal hiperintenso pela presença simultânea de bursite intermetatarsiana. Em nossa experiência também observamos sinal discretamente hiperintenso nas imagens em STIR. <P><P align="center"><IMG alt="" src="http://www.rbo.org.br/images/1997/07_jul/jul97075_img_77.jpg"></P>
<P>A seguir passamos a descrever as imagens obtidas em cada caso, após a administração endovenosa de gadolínio. </P>
<P>Caso 1: Lesão hiperintensa em T2*, de limites maldefinidos, medindo cerca de 18 x 15 x 15mm, apresentando captação não homogênea de contraste, situada nas partes moles da face plantar do pé direito, entre a 3ª e 4ª articulações metatarsofalangianas (fig. 1). </P>
<P>Caso 2: Pequena imagem arredondada isointensa em T1, não captante de contraste, situada nas partes moles da face plantar entre as cabeças dos 3º e 4º metatarsianos direitos (fig. 2). </P>
<P>Caso 3: Área isointensa em T1, com captação de contras-te, de limites maldefinidos, medindo cerca de 13 x 7mm, localizada na face plantar entre as cabeças dos 2º e 3º metatarsianos esquerdos (fig. 3). </P>
<P>Caso 4: Imagem ovalada isointensa em T1, levemente captante de contraste, localizada nas partes moles da face plantar entre as cabeças dos 3º e 4º metatarsianos direitos (fig. 4). </P>
<P align="center"><IMG alt="" src="http://www.rbo.org.br/images/1997/07_jul/jul97075_img_78.jpg"></P>
<P><strong>CONCLUSÃO </strong>
<P>A ressonância magnética fornece imagens características que permitem o diagnóstico de neuroma de Morton, complementando o exame clínico.
</P></DIV>
<DIV style="FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 14px; FONT-WEIGHT: bold; PADDING-TOP: 3px">REFERÊNCIAS</DIV><BR>
<DIV style="PADDING-RIGHT: 9px; FONT-FAMILY: 'Century Gothic', Arial; COLOR: #495e37; FONT-SIZE: 11px">
<P>Erickson, S.J., Canale, P.B., Carrera, F.G. et al: Interdigital (Morton) neuroma: high-resolution MR imaging with a solenoid coil. Radiology 181: 833-836, 1991. </P>
<P>Gauthier, G.: Thomas Morton's disease: a nerve entrapment syndrome. Clin Orthop 142: 90-92, 1979. </P>
<P>Guiloff, R.J., Scadding, J.W. & Klenerman, L.: Morton's metatarsalgia. Clinical, electrophysiological and histological observations. J Bone Joint Surg [Br] 66: 586-591, 1984. </P>
<P>Koppel, H.P. & Thompson, W.A.L.: Peripheral entrapment neuropathies of the lower extremity. N Engl J Med 262: 56, 1960. </P>
<P>Morton, T.G.: A peculiar and painful affection of the fourth metatarsophalangeal articulation. Am J Med Sci 71: 37-45, 1876. </P>
<P>Nissen, K.I.: Plantar digital neuritis: Morton's metatarsalgia. J Bone Joint Surg [Br] 30: 84-94, 1948. </P>
<P>Redd, R.A., Peters, V.J., Emery, S.F. et al: Morton's neuroma: sonographic evaluation. Radiology 171: 415-417, 1989. </P>
<P>Sartoris, D.J., Brozinsky, S. & Resnick, D.: Magnetic resonance images: interdigital or Morton's neuroma. J Foot Surg 28: 78-82, 1989. </P>
<P>Terk, M.R., Kwong, P.K., Suthar, M. et al: Morton neuroma: evaluation with MR imaging performed with contrast enhancement and fat supression. Radiology 189: 239-241, 1993. </P>
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