Inúmeras vezes o médico defronta-se com a dificuldade de interpretar o sinal de Risser nas cristas ilíacas por causa da má qualidade técnica das radiografias ou porque nos raios-X da coluna as cristas ilíacas não foram incluídas.
Na observação de radiografias da bacia de pacientes adolescentes podemos notar a coincidência da ossificação das cristas ilíacas (sinal de Risser) com a ossificação das cristas dos ísquios (OCI).
Na literatura encontramos referência à OCI apenas em relação ao estudo da idade óssea, porém não correlacionada com o sinal de Risser.
MATERIAL E MÉTODO
Desenvolvemos uma classificação da ossificação da crista do ísquio (OCI), de modo que se possa correlacionar com o desenvolvimento do sinal de Risser. Foram estudadas 130 radiografias da bacia de pacientes com idades compreendidas entre 10 e 19 anos.
A OCI foi classificada em seis grupos:
Sinal da OCI - Zero: quando o sinal estava ausente.
Sinal da OCI - Um: quando a ossificação ocupa 1/4 da crista.
Sinal da OCI - Dois: quando a ossificação ocupa 1/2 da crista.
Sinal da OCI - Três: quando a ossificação ocupa 3/4 da crista.
Sinal da OCI - Quatro: quando a ossificação ocupa toda a crista, porém está separada do ísquio.
Sinal da OCI - Cinco: quando a ossificação está total-mente fundida ao ísquio.
Das 130 radiografias, 69 eram de pacientes do sexo feminino e 61 do masculino.
Na distribuição, quanto à maturidade esquelética, o número de casos foi proporcional nos dois sexos, em relação ao sinal de Risser e ao sinal da OCI de zero a cinco, como mos-tram os gráficos 1, 2 e 3.


DISCUSSÃO
Notamos que a OCI se dá no sentido lateral para medial, da mesma forma que o sinal de Risser. Entretanto, a fusão ao osso isquiático acontece progressivamente no mesmo senti-do, antes que a ossificação da crista se complete.

Concluímos que o sinal da OCI é um fiel correspondente ao sinal de Risser nas suas várias fases e pode ser usado como substituto deste, poupando muitas vezes que o paciente seja submetido a novas ações de irradiação por raios X.
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